Dores de cabeça sem diagnóstico

18/10/2013

Dores de cabeça sem diagnóstico, dores nos ouvidos e zumbidos, vertigens, dores na região dos olhos, barulhos durante a mastigação, entre outros, são dilemas enfrentados pelos indivíduos que apresentam distúrbios temporomandibulares (DTM’s). A sintomatologia complexa, muitas vezes, dificulta o diagnóstico. Assim, esses pacientes passam meses e até anos em busca de uma solução, entre neurologistas, otorrinos, clínicos, entre outros profissionais de saúde.
A articulação temporomandibular (ATM) é uma das mais especializadas e diferenciadas do organismo, pois, é capaz de realizar movimentos complexos e está relacionada praticamente com todas as funções do aparelho estomatognático. A mastigação, deglutição, fonação, e postura dependem muito da função, saúde e estabilidade da articulação temporomandibular.
Em 80% dos casos de DTM estão envolvidos distúrbios musculares, que comumente são referidos como dor e disfunção miofascial.
Fatores causais incluem estresse, bruxismo (cerrar os dentes durante a noite), maloclusão, alteração brusca na mordida, má postura, trauma, etc. Adicionalmente, fatores relacionados com tratamento dentário tais como: abertura bucal prolongada, ajustes oclusais e restaurações com coroa ou próteses, podem estar envolvidos.
Então, os problemas na ATM estão engajados em um âmbito onde a oclusão (campo de atuação do dentista) e o desequilíbrio muscular (campo do fisioterapeuta) formam um ciclo, em que a avaliação conjunta e bem amparada tecnicamente é a melhor maneira de se chegar ao plano ideal de tratamento. O suporte médico, fonoaudiológico e psicológico também fazem parte desse ciclo.
Segundo o ortodontista Dr. Guaracy Perin Jr, que vem colecionando casos de sucesso, trabalhando em conjunto com o fisioterapeuta, esta proposta é a grande tendência mundial, na qual o paciente só tem a ganhar.